Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Geada Pinto

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Site-Sexta-Feira,05 de Julho de 2013

Na rua...

— Ora seja louvado e adorado Nosso Senhor Jesus Cristo! — Para sempre seja louvado, no Céu e na Terra e Sua Mãe, Maria Santíssima!


— Então, compadre, agarrado à enxada, logo de manhã?!
— Que remédio! Quem não trabuca não manduca, lá diz o povo e tem razão. Eu, se não fosse a necessidade, mandava a enxada para o diabo. Para mais, isto são umas courelas que só produzem alguma coisa à custa de muito trabalho. Suo aqui as estopinhas, compadre, e o resultado não é coisa que se veja...
— Estás hoje de mau humor! Ele é verdade que o trabalho custa, mas tu já viste alguma coisa que possa conseguir-se sem trabalho, sem esforço, sem sacrifício?! E quanto mais alto é o nosso objectivo maior esforço é preciso fazermos para o conseguirmos...
— Ainda se este trabalho servisse para me abreviar o Purgatório!...
— Isso depende de ti, compadre! Depende da maneira como o fizeres e o aceitares.
— Gostava que o compadre me explicasse isso!
— Em primeiro lugar, é preciso lembrarmos que o trabalho é uma lei divina a que ninguém pode, normalmente, deixar de obedecer, se bem que o trabalho difícil e penoso, como hoje é, só existe depois da queda dos nossos primeiros pais. Foi depois do pecado original que Deus disse ao homem: - Comerás o pão com o suor do teu rosto!
— Então será preciso suar sempre, para se poder comer?!
— Não. Já se vê que isto é uma maneira de dizer. O esforço intelectual nem sempre produz suor, muito embora produza fadiga. O que se pode dizer é que para viver é preciso trabalhar e todo o trabalho, quer seja material, quer seja intelectual, demanda esforço e aplicação. Ora o trabalho imposto como uma pena pode transformar-se em benefício, desde que saibamos compreendê-lo e aproveitá-lo.
— Mas como?!
— Muito simplesmente! Se trabalharmos com cuidado, cumprindo todos os nossos deveres profissionais com a maior perfeição possível e, ao mesmo tempo, com o pensamento de agradarmos a Deus e expiarmos as culpas próprias e até as alheias, teremos santificado, da melhor forma, o nosso trabalho. O trabalho feito assim é o mesmo que uma oração e das melhores. Foi pensando assim que S. Clemente de Alexandria escreveu que trabalhar é orar.
— Então eu, a cavar todo o dia, posso santificar-me?!...
— Porque não? Se, ao levantar, ofereceres a Deus todos os actos do teu dia, se comeres agradecendo a Deus o alimento e tomando-o como meio de conservar a vida, se cavares com diligência e perfeição tendo em mira agradar a Deus com esse trabalho, muito embora por ele recebas a remuneração necessária, se, à noite, agradeceres a Deus a graça de te ter conservado a vida e a saúde, e, sempre, louvares a Deus como Ele manda e O procurares, já que necessitas de auxílio, terás encontrado a maneira prática e fácil de te santificares.
— Se é assim!...
— É assim mesmo! Mas não queiras fazer tudo de uma vez. Santifica cada minuto da tua vida e assim santificarás a vida toda.

Enviar a Amigo
Imprimir
Favoritos
Homepage

Terça-Feira,19 de Setembro de 2017

Pesquisa

Capa da edição em papel

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Copyright © 2010 Amigo da Verdade
Powered by Peakit