Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Geada Pinto

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Site-Quinta-Feira,10 de Abril de 2014

NO LARGO

...

— Ora seja louvado e adorado Nosso Senhor Jesus Cristo!
— Para sempre seja louvado no Céu e na Terra, e Sua Mãe Maria Santíssima!
— Ora viva o compadre! Para onde vai tão aperaltado?!
— Homem! Então não vês que hoje é Domingo de Ramos e, se me descuido, lá na igreja ninguém consegue romper, para abichar a pernadinha de oliveira!
— Ai, é verdade, que nem me lembravam os Ramos!
— Se também queres chegar ao altar, não podes ter demora!
— Muito embora, compadre, mas queria, primeiro, que me explicasse por que é que hoje toda a gente vai à igreja buscar a pernadinha de oliveira?!
— Então tu nunca leste o Evangelho de Nosso Senhor?!
— Já, compadre! Tenho lá até um livro com os quatro Evangelhos e já o li mais de uma vez!
— Então deves lembrar-te daquele episódio em que se narra a entrada triunfal de Nosso Senhor em Jerusalém.
— Não foi já perto da Paixão?!
— Foi. Nosso Senhor mandou dois apóstolos a uma aldeia perto de Betfagé, à procura duma jumentinha que tinha o jumentinho preso ao pé dela. Os discípulos fizeram como Nosso Senhor lhes disse, desprenderam a jumenta e o jumentinho, puseram sobre eles as suas capas e fizeram-no sentarem cima. Então uma grande multidão de povo veio ao encontro de Jesus. Muitos estendiam as suas vestes no caminho por onde Ele passava, outros cortavam ramos de árvores e juncavam com eles o chão, e todos aclamavam o Senhor, dizendo: Hossana ao Filho de David!
— Foi uma entrada triunfal, em Jerusalém.
— Isso mesmo! Tudo isso se fez, para dar cumprimento às profecias que falavam de Jesus, Filho de David, e para que o Senhor fosse aclamado como Rei. Nessa mesma semana, o povo que O tinha vitoriado, dias antes, havia de pedir a Sua condenação, no pretório de Pilatos. Os povos são assim: tão depressa se deixam levar por arrebatamentos e exaltam uma pessoa, como se deixam tomar de paixões e provocam a ruína daqueles que antes aclamavam. São efémeras as glórias humanas. O Senhor quis fazer também essa experiência, para ficar bem a claro como a Sua Paixão e a Sua morte foram o fruto do ódio dos Seus inimigos que intrigaram os grandes do Povo e acirraram o mesmo Povo contra Jesus.
— É uma coisa impressionante, compadre, ver como o mesmo Povo, que aclamara Jesus, na manhã de Domingo, pede a Sua morte, na tarde de Sexta-Feira. Mas que tem tudo isto que ver com a pernadinha de oliveira que a gente vai hoje buscar à igreja?!
— A Liturgia convida-nos neste dia a aclamar a realeza de Jesus reconhecendo n’Ele o descendente de David, o enviado de Deus. É preciso termos bem presente, no desenrolar do drama da Paixão, ao vermos Jesus preso, humilhado, condenado e morto, que esse Jesus é o Filho de Deus que voluntariamente Se sujeita à morte, em expiação dos nossos pecados, vítima que Se oferece na Cruz, para salvação de todos os homens. Para isso, no início desta Semana Maior que, com razão, se chama Semana Santa, a Igreja faz-nos evocar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e convidanos a repetir os gestos de aclamação do Povo judeu, reconhecendo n’Ele o enviado de Deus. Por isso, faz-se hoje a bênção dos Ramos. Esta bênção é um sacramental. Todos nós devemos levar com respeito estes ramos benzidos e aclamar a realeza de Jesus. Depois da procissão, devemos guardar, em casa, os ramos de oliveira ou de palmeira, como sinal de protecção de Deus sobre a nassa casa e as nossas coisas. São estes ramos secos que se queimam para a cerimónia das Cinzas, no início da Quaresma, quando nos é recordado que somos pó e em pó havemos de tomar-nos.
— Nesse caso, deixa-me lá ir, também, porque quero participar na procissão dos Ramos e aclamar a realeza de Nosso Senhor!

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