Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Geada Pinto

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Site-Quarta-Feira,16 de Abril de 2014

Ressuscitou!

Diante da minha janela, a grande árvorte já nem sombra me fazia: os ramos despidos não podiam deter a luz, estava morta. Alguns dias bastaram, no entanto, para que os gomos entumescessem e a minha árvore manifestasse a força irresistível da vida.


Na colina do Gólgota, os carrascos podem reunir as traves de madeira das cruzes dos supli-
ciados e plantar na terra as suas hastes mortas: bem sabem que nenhuma Primavera poderá restituir-lhes as raízes perdidas. As traves desempenharam a sua tarefa: suportar os cadáveres de dois malfeitores e de Jesus de Nazaré; depois, só poderão servir para escorar a casa ou aquecer a lareira.
Mas não! A árvore do meio já não tem seiva nem raiz e, contudo, ela vive e refloresce.
 E não precisa da Primavera para retomar a sua beleza luxuriante porque é ela que restabelece, pela Criação, a primavera eterna. A  árvore que julgaríamos morta torna-se sinal e fonte de vida para o universo.
O cadáver de Jesus na Cruz devia ser o fim dramático desta bela história e a prova de que Deus vive no Céu, com o Seu poder e a Sua majestade, inacessível às necessidades e às desgraças dos homens. Mas, bem ao contrário, é o começo  da História e nada mais deterá doravante a aventura da vida. Os braços de Jesus, estendidos na Cruz, desenham, entre o Céu e aterra, o sinal indelével da aliança de Deus com os homens.
Quem poderia entendê-lo, a não ser abandonando francamente a lógica da morte, para entrar na lógica do Amor, na lógica de Deus?! Tudo muda de sentido: vida, morte, sofrimento e até pecado. Nunca mais o inverno e a morte terão a última palavra. Na Cruz de Jesus e na sombra da sepultura estão lançadas as sementes da vida que brotará com Jesus ressuscitado.
O homem voltou as costas a Deus mas Deus não se afastou do homem: não se cansa tão facilmente o amor  dum pai,  e Deus é o Pai. O Filho, Ele-próprio Deus, fez-se homem e viveu a aventura humana. Homem, irmão dos homens, revestiu a nossa humanidade, rica de promessas de Deus e pesada de pecados. E o Filho ofereceu a sua vida, dom supremo, sinal do maior amor. A morte não foi capaz de O conter. Ele ressuscitou e com Ele a humanidade renasce, capaz de partilhar e espalhar de novo a vida, a luz e o amor de Deus.
Nos longos invernos das minhas dúvidas e dos meus pecados, só vejo a noite e a morte; mas Deus está aí à minha espera e diz-me que as minhas trevas abrir-se-ão ao claro dia e a morte florescerá em vida.
N’Ele e por Ele, eu sou vivo e amado para sempre.

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