Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Geada Pinto

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Site-Sexta-Feira,13 de Junho de 2014

Na rua

— Ora seja louvado e adorado Nosso Senhor Jesus Cristo. — Para sempre seja louvado, no Céu e na Terra, e Sua Mãe, Maria Santíssima!


— Então, compadre, já a enxofrar neste tempo?!
— Que lhe há-de a gente fazer? As vinhas agora parecem bonitas, mas, se a gente não lhes acode a tempo com as caldas, apanham uma tal camada de farinha que lá se vai tudo pela água abaixo!
— A mim também tem acontecido o mesmo, compadre! Deixa lá: mal de muitos é conforto!
— Pois sim, mas até me causa pena! Mostra-nos Deus as novidades tão bonitas, parecendo que vai ser um ano de fartura; de repente, tudo se transforma, desaparecendo o renovo a olhos vistos! Até parece castigo de Deus.
— E pode ser que seja, pode ser! Tenho mesmo quase a certeza que é!
— Mas castigo porquê, compadre?!
— Olha, eu ao certo não sei, mas quer-me cá parecer que não ando muito longe da verdade se disser que a bicharada que dá hoje nas plantas e que dantes não se via, bem como a ruindade das colheitas e tantas pragas que aí se vêem diariamente, são consequência da profanação do Domingo!
— Agora é!...
— Estou convencido de que sim. Dantes não havia o desprezo que hoje há pelo dia do Senhor. Havia muitos mais dias santos que hoje, talvez mesmo demais, e foi certamente por entender isso que a Santa Igreja lhes reduziu o número, como aconteceu há tempos à Quinta-Feira de Ascensão e agora também ao Corpo de Deus. Mas o que é certo é que se trabalhava mais, o trabalho luzia e não era preciso trabalhar ao Domingo para viver. Hoje, há, infelizmente, muita gente que não faz caso disso.
— Mas, se ao Domingo também se come, que remédio há senão trabalhar também ao Domingo?!
— Não, isso não é razão, porque do teu salário diário deves poupar o bastante para poderes descansar ao Domingo. Sem descanso, até as máquinas se estragam, quanto mais o nosso corpo!...
— Mas então, se houver grande precisão de fazer um trabalho ao Domingo, não se pode fazer?! Se for preciso acudir a um incêndio, por exemplo?!
— Isso é outra coisa! Bem se vê que não tens tido quem te explique a doutrina! O que não se pode fazer ao Domingo são os trabalhos servis, ou seja aqueles trabalhos que são o exercício normal da profissão. Mas, havendo necessidade absoluta de fazer certos trabalhos, não é pecado realiza-los. Assim, os serviços necessários para a manutenção da vida, tais como cozinhar, arrumar a casa, etc., são permitidos ao Domingo, justamente atendendo à necessidade. Outros trabalhos que, a não se fazerem, redundariam em prejuízo notável, podem também ser efectuados. Mas nada disto destrói o preceito de Deus, e que a Igreja regula e esclarece, de reservar para o Senhor um dia em cada semana. E achas tu demais que se dê um dia a Quem nos dá tantos para nosso proveito?!
— Realmente, se é Deus que nos dá tudo não é demais que se reserve um dia para O servirmos e louvarmos. Além disso, o descanso é também indispensável para restaurarmos a saúde e o Domingo permite o recreio honesto e o estreitamento dos laços da família que, durante a semana, anda, tantas vezes, dispersa.
— Então já tu vês como é razoável guardar o Dia do Senhor e como guardá-lo com piedade pode ser fonte das bênçãos de Deus!

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