Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Geada Pinto

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Site-Quarta-Feira,25 de Março de 2015

MISÉRIA DO HOMEM E GRANDEZA DE DEUS

As numerosas personagens que intervêm na narrativa da Paixão segundo S. Marcos manifestam profundamente algo da miséria humana, dos seus limites, do seu pecado:

As numerosas personagens que intervêm na narrativa da Paixão segundo S. Marcos manifestam profundamente algo da miséria humana, dos seus limites, do seu pecado: Judas que traiu o Mestre com um beijo, os fariseus que se sentem felizes por terem dado a morte a um inocente, Pilatos e Herodes que se desembaraçam de Jesus atraindo sobre si o favor do povo, Pedro que jura não conhecer Jesus, os soldados que se entregam a uma violência gratuita, a multidão que passa facilmente das aclamações à acusações... Não é certo que não tenhamos nada a ver com aquela gente! E se eles fossem apenas os espelhos a que todos podemos ver-nos?

Mas, não esqueçamos, é Jesus que está no centro da cena. É n’Ele que devemos fixar os olhos. É Ele a quem João e Maria, assim como numerosas pessoas anónimas, escolheram seguir, no silêncio. Filho de Deus, Jesus entrega-se amorosamente à custa da sua vida. Assim, o Deus do Amor e da vida revela-se no rosto dum agonizante, abandonado por todos. O Deus da justiça manifesta a sua identidade na condenação dum inocente. É um Deus fraco em vez de forte, vítima em vez de triunfador, servo em vez de rei.

Pela sua Paixão e morte, Jesus revela a grandeza de Deus. No fundo, no cristianismo, a vida nasce do sofrimento, surge da morte. Celebrar a Paixão do Senhor é, em cada ano, descobrir a inverosímil proximidade de Deus no caminho das nossas vidas.

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