Director: Cónego Dr. Manuel Joaquim Geada Pinto

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Site-Sexta-Feira,30 de Julho de 2010

Contenção Financeira leva autarquia a cancelar eventos desportivos

Os cortes em provas desportivas rondam os 145 mil euros e a autarquia suspendeu o Torneio Internacional de Futebol, a Golden Cup de futsal, o evento Aldeia do Gelo e a prova de Downhill Urbano.


Os cortes em provas desportivas rondam os 145 mil euros e a autarquia suspendeu o Torneio Internacional de Futebol, a Golden Cup de futsal, o evento Aldeia do Gelo e a prova de Downhill Urbano.
A Câmara Municipal da Guarda anunciou na passada quinta-feira, dia 15, o cancelamento de iniciativas desportivas previstas para o segundo semestre de 2010 e a redução de comparticipações aos clubes, devido à actual crise económica.
Segundo o vereador do pelouro do Desporto, Vítor Santos, a autarquia deliberou, na sua última reunião, avançar com medidas de contenção de custos que serão aplicadas “no curto e médio prazos”.
Explicou que a estratégia definida prevê que sejam já tomadas algumas medidas no segundo semestre deste ano, traduzidas no “cancelamento das actividades que mais encargos trazem à autarquia”.
Vítor Santos indicou que a Câmara Municipal decidiu suspender o torneio internacional de juniores (futebol), a prova Golden-Cup de Futsal, o evento Aldeia do Gelo (previsto para o Parque Urbano do Rio Diz) e a prova de Downhill Urbano (ciclismo).
“Apontamos para uma redução de custos na ordem dos 145 mil euros”, admitiu o vereador com o pelouro do Desporto na Câmara da Guarda.
Por outro lado, salientou que a estratégia delineada também inclui “redimensionar em função da realidade presente, as comparticipações à prática desportiva, com início em 2011”.
Indicou que a redução será de cinco por cento no apoio às escolinhas e infantis, de dez por cento para as camadas de iniciados, juvenis e juniores, e de vinte por cento no apoio aos seniores.
“Isto implica, para além de uma equidade de processos e objectivos, uma melhor gestão dos meios financeiros do município indexados à área do desporto”, justificou Vítor Santos.
Lembrou que em 2010 foi orçamentado o valor de 277 mil euros mas com os cortes previstos, para o próximo ano está projectada a disponibilização de uma verba de 210 mil euros, que representará “o mesmo volume de actividades por parte das colectividades”.
No âmbito do mesmo plano de contenção financeira com os encargos do sector desportivo, em 2011 a autarquia da Guarda também vai actualizar os custos relativos à utilização dos equipamentos desportivos municipais, por parte das colectividades, associações e clubes do concelho.

Trabalhadores eram
escravizados em Espanha
A PJ da Guarda, em cooperação com as autoridades espanholas, colocou um ponto final numa situação de escravatura em Espanha. As vítimas residiam na Guarda
A Polícia Judiciária da Guarda conclui uma investigação, que contou com a colaboração das autoridades espanholas, por tráfico de pessoas, sequestro e escravidão.
Segundo a PJ, “foram recolhidos diversos indícios da prática, por parte de um homem de nacionalidade portuguesa, 27 anos, dos crimes de tráfico de pessoas, sequestro, escravidão e de ofensas à integridade física”. Os factos remontam ao período de tempo entre 2006 e 2009.
O suspeito, natural da região da Guarda, que foi constituído arguido, é suspeito de ter recrutado “diversos cidadãos portuguesas para irem trabalhar em actividades agrícolas em Espanha sempre com a promessa de bons salários e boas condições de alojamento e de alimentação”.
“Os trabalhadores recrutados eram transportados para Espanha pelo próprio arguido que lhes retirava os documentos de identificação e os obrigava, mediante coação e com recurso a ofensas à integridade física, a trabalharem de sol a sol sem que depois lhes entregasse qualquer retribuição pelo seu trabalho, impedindo-os, ainda, de regressarem a Portugal”, explica a PJ em comunicado.
As vítimas, quatro homens, actualmente com idades compreendidas entre os 21 e os 27 anos de idade, residentes, na altura, na zona da Guarda, não eram naturais da cidade egitaniense.
Os homens foram mantidos alojados “em locais sem o mínimo de condições de habitabilidade e higiene”.
O inquérito foi remetido ao Ministério Público com proposta de dedução de acusação.
Já em 2009, a PJ tinha remetido para o MP um caso semelhante. Na altura, os três suspeitos, pai, mãe e filho, naturais da zona do Fundão, a viverem em Espanha, terão aliciado nove trabalhadores portugueses entre os 20 e 40 anos para trabalhos agrícolas no país vizinho. Entre as vítimas encontravam-se covilhanenses e fundanenses.

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